
O conceito de revolução tem variado seu significado em função de seu conteúdo, seu objetivo e seu instrumento para realizá-la. De toda sorte, revolução implica a ação transformadora do ser humano sobre seu modo de vida. Implica, portanto ter uma atitude que lhe dê o ânimo, que lhe dê a vontade de transformar, que lhe dê a disposição de mudar em busca do novo, que lhe dê a determinação de fazer enfrentamento de interesses e assumir o conflito que o confronto entre projeto estabelecido e o projeto revolucionário vai gerar. O jovem tem essa atitude?
Existem duas categorias de jovens... Aqueles sonhadores que criam seus desafios, românticos e que lutam até o fim pra defender aquilo que julgam importantes e aqueles que se acomodam diante de seus desafios. Ser jovem não é nada fácil, ainda mais quando se tem tão poucas expectativas, tantas decepções como governo, e tão poucas escolhas.
O jovem não quer que uns poucos “iluminados”, ou o que se chamava ontem de “vanguarda revolucionária”, construam uma nova sociedade. Eles têm consciência de que as elites dominam a sociedade por meio de instrumentos jurídicos, econômicos e de um aparato que, pela força e violência, garante a estrutura da sociedade atual. O jovem revolucionário quer ser ator e não espectador. Quer ser agente transformador e não vítima. Ser o autor de seu futuro. É preciso ter claro que o jovem revolucionário não pode aceitar a sociedade e deve estar disposto a transformá-la.
Sendo assim, os jovens revolucionários percebem essa situação de mudança e propõem nas músicas, nas artes, na comunicação e noutras manifestações culturais e políticas a revolução das condições sociais. Nesse sentido, os jovens revolucionários revelam um enorme potencial e uma forte determinação para resolver os problemas sociais e construir um país melhor. É preciso ter coragem para canalizar essa força e levar esse potencial revolucionário para a realização dos objetivos de mudanças.
Portanto, torna-se, pois, necessário abrir espaços à juventude. Abrir-lhes canais de participação. Estimular-lhes a organização. Apoiá-los para que essa organização revolucionária ocorra em escolas e universidades, nos locais de trabalho e moradia e em organizações não-governamentais de todo o gênero, nos partidos políticos e, especialmente, nos governos.
Com isso, a juventude revolucionária não aceita a realidade, não aceita que representantes do povo façam mal uso do nosso dinheiro, enquanto a miséria aumenta o marginalismo prospera e as poucas alternativas aumentam a violência, e sustentam o mundo do crime. A juventude revolucionária jamais aceita ser representado por pessoas sem representatividade. A juventude revolucionária sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. É isso!
Jamelão, na moral!





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